UNA NOCHE EN EL CUARTO DE FERNANDO PESSOA

Lauren Mendinueta, la siguiente huésped de Pessoa

Lauren Mendinueta en Coimbra (marzo 22 de 2013)

Lauren Mendinueta en Coimbra (marzo 22 de 2013)

El próximo martes 16 de abril, la poeta colombiana Lauren Mendinueta participará en el ciclo UNA NOCHE CON PESSOA, durmiendo en el cuarto donde Pessoa vivió los últimos quince años de su vida (¿de sus vidas?). La propuesta de la Casa Fernando Pessoa consiste en invitar a escritores a dormir en el cuarto de Fernando Pessoa pidiéndoles que escriban, después de esa noche, un texto para un libro que se editará posteriormente.

 

El escritor invitado es entrevistado en video dos veces, la primera vez a su llegada y la segunda a la mañana siguiente. Las entrevistas también serán editadas en un DVD.

 

Fueron anteriores “huéspedes de Pessoa”, entre otros: Armando Romero, Rosa Montero, Maria Lúcia Dal Farra, Valter Hugo Mãe, Jacinto Lucas Pires, José Mário Silva, José Tolentino Mendonça, Jaime Rocha, Leonor Xavier e Tatiana Salem Levy.

 

SOBRE LA AUTORA 

Lauren Mendinueta (Barranquilla, Colombia, 1977). Poeta y ensayista. Ha publicado siete libros entre poesía, ensayo y biografía. Recibió en Colombia tres Premios Nacionales de Poesía y el Premio Nacional de Ensayo y Crítica de Arte (Min. Cultura, Universidad de los Andes, 2011). Además ganó en España los premios Internacionales de poesía: Martín García Ramos por la Vocación Suspendida (Sevilla, 2008; Barranquilla, 2009) y el Premio César Simón de la Universidad de Valencia por Del Tiempo, un Paso (Valencia, 2011). En Portugal seleccionó y prologó las antologías: Un país que sueña (cien años de poesía colombiana) (Lisboa, 2012) y Los versos del Navegante (Lisboa, 2013), primera antología de Álvaro Mutis editada en Portugal. Entre los autores portugueses que ha traducido al español se encuentran: Nuno Júdice, Ana Luísa Maral, Vasco Graça Moura y José Luís Peixoto. Actualmente está radicada en Lisboa.

En español:

http://www.auroraboreal.net/index.php?option=com_content&view=section&layout=blog&id=14&Itemid=176 

En Portugués:

 http://mundopessoa.blogs.sapo.pt/625495.html

 

SOBRE LA CASA FERNANDO PESSOA 

Rua Coelho da Rocha, 16

Campo de Ourique

1250-088 Lisboa

Tel.: +351 213 913 270

 

E-mail: info@casafernandopessoa.pt

Blog: mundopessoa.blogs.sapo.pt

 

Directora

Inês Pedrosa ( inespedrosa@egeac.pt)

 

Administración

Carmo Mota ( carmomota@egeac.pt)

 

Secretariado Ejecutivo

Mónica Ferreira Almeida ( monicaferreira@egeac.pt)

 

Apoyo a la Gestión

Fátima Campos ( fatimacampos@egeac.pt)

 

pessoa_005Biblioteca

Ana Maria Santos ( anasantos@egeac.pt)

José Correia ( josecorreia@egeac.pt)

Teresa Afonso ( teresaafonso@egeac.pt)

 

 

Búsqueda temática y Banco de Poesia

Teresa Sampaio

 

Servicio Educativo

Maria João Marcelino ( mariajoaomarcelino@egeac.pt)

Rita Lemos ( ritalemos@egeac.pt)

Teresa Ramos dos Santos ( teresaramos@egeac.pt)

 

Logística y Producción

Gabriela Maldonado ( gabrielamaldonado@egeac.pt)

Inês Cunha ( inescunha@egeac.pt)

 

Comunicación e Imágen

Joana Amaral Ramos ( joanaramos@egeac.pt)

Ricardo Gross ( ricardogross@egeac.pt)

 

Recepción

Bárbara Jarro

Cátia Figueira

Mónica Cruz

Ricardo Morais

Ricardo Silva

Sónia Garrancho

 

 

DOIS POEMAS DE ÁLVARO MUTIS EM PORTUGUÊS

Álvaro Mutis (Bogotá, 1923) é o decano dos poetas colombianos vivos e um dos grandes nomes da poesia hispânica contemporânea. Os versos do navegante é a primeira antologia da sua obra poética editada em Portugal e reúne uma selecção de textos de todos os seus livros de poesia publicados até hoje. Angústia e fatalidade, mas também exuberância e fascínio, são as pedras fundacionais da sua insólita e vital literatura.(Lauren Mendinueta)

OS VERSOS DO NAVEGANTE 
antologia poética
(edição bilingue)
Álvaro Mutis

Selecção e Prólogo: Lauren Mendinueta § Tradução: Nuno Júdice

Colecção: Documenta Poetica / Tema, classificação: Poesia
Data de Edição: Março de 2013
Formato e acabamento: 14,5 x 20,5 cm, edição brochada com badanas/ 208 páginas
ISBN: 978-972-37-1678-8
Preço: 15 €

 

AMEN

Que a morte te acolha

com todos os teus sonhos intactos.

No regresso de uma furiosa adolescência,

no começo das férias que nunca te deram,

distinguir-te-á a morte com um primeiro aviso.

Abrir-te-á os olhos para as suas grandes águas,

iniciar-te-á na sua constante brisa de outro mundo.

A morte confundir-se-á com os teus sonhos

e neles reconhecerá os signos

que outrora fora deixando,

como um caçador que no seu regresso

reconhece as suas marcas na fenda.

 Álvaro Mutis

 

CANÇÃO DO LESTE

 

Na volta da esquina

um anjo invisível espera;

uma vaga névoa, um espectro pálido

dir-te-á algumas palavras do passado.

Como água de acéquia o tempo

cava em ti o seu manso trabalho

de dias e semanas,

de anos sem nome nem recordação.

Na volta da esquina

seguir-te-á esperando em vão

esse que não foste, esse que morreu

de tanto ser tu próprio o que és.

Nem a mais leve suspeita,

nem a mais leve sombra

te indica o que poderia ter sido

esse encontro. E, no entanto,

estava ali a chave

da tua ventura breve sobre a terra.

Álvaro Mutis

 

Portada_Álvaro Mutis_Antologia

POESÍA DE ÁLVARO MUTIS EN PORTUGUÉS

SE PUBLICA ANTOLOGÍA DE ÁLVARO MUTIS EN PORTUGAL

 

De izquiera a derecha: Manuel Alverto Valente (editor), Lauren Mendinueta (antologadora), Germán Santamaría (embajador) y Nuno Júdice (traductor)

De izquiera a derecha: Manuel Alverto Valente (editor), Lauren Mendinueta (antologadora), Germán Santamaría (embajador) y Nuno Júdice (traductor)

 

Gracias al apoyo de la Embajada de Colombia en Portugal, y a su embajador, el escritor y periodista Germán Santamaría, se publicará una antología de la poesía de Álvaro Mutis en Assírio & Alvim, una de las más prestigiosas editoriales del país luso. La antología que lleva el título de OS VERSOS DO NAVEGANTE (Los versos del navegante), fue organizada y prologada por la escritora barranquillera Lauren Mendinueta. La traducción al portugués estuvo a cargo del poeta Nuno Júdice.

La antología de Mutis se presentará en Lisboa el próximo 25 de marzo en el Centro Cultural de Belém, en el marco de las celebraciones del Día Mundial de la Poesía. En la presentación del libro participarán el embajador Germán Santamaría, el escritor mexicano Antonio Sarabia, el poeta portugués Nuno Júdice y el editor Manuel Valente. Esa tarde se realizará una lectura bilingüe de Álvaro Mutis. Este libro se edita el año en que Portugal es el país invitado de honor de la Feria del Libro de Bogotá y para celebrar los 90 años de vida del gran poeta colombiano.

 

(Tomado de NTC http://ntcpoesia.blogspot.pt/2013/03/os-versos-do-navegante-los-versos-del.html)

 

Dois poemas de Julio Flórez em português

 

FLORES NEGRAS

 

Ouve: sob as ruínas das minhas paixões,

e no fundo desta alma que já não alegras,

entre a poeira de sonhos e de ilusões

jazem intumescidas as minhas flores negras.

 

Elas são a lembrança daquelas horas

em que presa nos meus braços adormecias,

enquanto eu suspirava pelas auroras

dos teus olhos, auroras que não eram minhas.

 

Elas são as minhas dores, feitas botão;

as dores intensas que nas minhas entranhas

sepultam as suas raízes, qual fetos

nas húmidas fendas das montanhas.

 

Elas são os teus desdéns e censuras

ocultos nesta alma que já não alegras;

são, por isso, tão negras como as noites

dos gélidos pólos, minhas flores negras.

 

Guarda, pois, este triste, débil ramo,

que te ofereço daquelas flores sombrias:

guarda-o, nada temas, é um despojo

do jardim das minhas fundas melancolias.

 

 

 

TUDO NOS CHEGA TARDE

 

Tudo nos chega tarde… até a morte!

Nunca se satisfaz nem alcança

a doce possessão de uma esperança

quando o desejo nos assalta mais forte.

 

Tudo pode chegar: mas também se adverte

que tudo chega tarde: a quietação

depois da tragédia: a ovação

quando já a inspiração está inerte.

 

A justiça mostra-nos a sua balança

quando os seus séculos na História verte

o Tempo mudo que no orbe avança;

 

E a glória, essa ninfa da sorte,

só sobre as sepulturas dança.

Tudo nos chega tarde… até a morte!

 

 

“UM PAÍS QUE SONHA (Cem anos de poesia colombiana)”.  Selecção e prólogo de Lauren Mendinueta. Tradução de Nuno Júdice (Lisboa, Assírio & Alvim, 2012)

JULIO FLOREZ (1867-1923)

capaNasceu em Chiquinquirá (Boyacá). Aos 7 anos de idade escreveu os seus primeiros versos conhecidos. Em 1881 iniciou estudos de literatura em Bogotá, a capital do país, mas teve de interrompê-los por causa da guerra civil de 1885. Em 1905 foi forçado ao exílio pelo ditador Rafael Reyes. Viveu em vários países latino-americanos, entre eles Venezuela e México. Em 1909 regressou à Colômbia e retirou-se para Usiacurí, um pequeno povoado da costa norte. Ali se apaixonou por uma jovem de 14 anos com quem casou e teve cincos filhos. Flores é considerado um dos maiores poetas populares da América Latina.

Andrea Cote entrevista a Lauren Mendinueta

La poeta colombiana Andrea Cote entrevista a Lauren Mendinueta para About.com

La poeta colombiana Lauren Mendinueta publicó recientemente su libro de poemas Del Tiempo, un paso, del cual incluimos una selección poética. Este texto confirma la vocación de una de las más relevantes voces de la actual poesía colombiana.

La poesía de Lauren se caracteriza por ser una intensa meditación sobre el mundo y por la pregunta constante por la condición humana. Su escritura es, en sentido estricto, un mecanismo de pensar la vida. Dicha búsqueda está siempre en su palabra avocada hacia la claridad, ya por su verso limpio y sosegado, ya porque cada uno de sus textos está escrito en el tono y la apertura de la confesión. En cualquier caso, Lauren nos ofrece una honesta reflexión sobre la experiencia de vida expuesta a los misterios del amor y el tiempo. En todo esto, transita, por supuesto, una cierta melancolía, natural en tanto todo viaje hacia la lucidez es una herida de luz. Aquí una entrevista con la poeta:

A.C. ¿Cuáles crees que son los elementos que determinan tu poesía?, más aún, ¿hacia dónde va tu búsqueda y a qué valores poéticos te adscribes?

L.M. Me gustaría que mi poesía combinara las ideas con la belleza. Siempre he buscado en la escritura poética un lugar donde interiorizar lo vivido, pero al mismo tiempo un lugar para vivenciar lo imaginado. La mía es una búsqueda metafísica porque lo que me interesa es la experiencia espiritual que surge del rito de apartarse del mundo para realizar una tarea tan anodina como lo es la escritura de un poema. Yo suelo compararlo con el acto de orar. Ambas tareas pueden parecer inútiles, pero hay quien lo hace como parte de su supervivencia espiritual.

 

A.C. ¿Qué transformaciones crees que ha tenido tu escritura desde tu publicación más temprana Primeros Poemas (1997) hasta el más reciente de tus títulos Del tiempo, un paso (2011)?

L.M. Mi escritura se ha transformado bastante desde mi primer título. Es normal. Siento que he ganado en el manejo de los recursos literarios con las lecturas y el ejercicio del oficio. Con los años mis poemas se ha hecho más trasparentes, mis ideas y mi forma de expresarlas más claras. Conservo, eso sí, el interés por los mismos temas: la muerte, la infancia, el sentido de la vida, la añoranza y el amor.

 

A.C ¿Qué piensas de la poesía de tu generación? ¿Te sientes identificada con una generación literaria?

L.M. La poesía es un género exigente que necesita de distancia para ser ponderada en su justa medida. Decía Octavio Paz que los poetas son consagrados con al menos dos generaciones de retraso. De alguna manera tenía razón aunque no se aplique a todos, claro. ¿Qué edad tienen los poetas de mi generación? ¿entre treinta y cuarenta años? lo que más me llama la atención es el elevado número de excelentes mujeres poetas. Es un fenómeno nuevo que no se había dado en generaciones precedentes. Encuentro que la poesía escrita por las mujeres de mi generación es bastante más arrojada e innovadora que la escrita por sus contemporáneos varones. Podría darte diez nombres de poetas mujeres que pienso que llegarán a convertirse en grandes poetas y al mismo tiempo tal vez mencione a cinco hombres, nada más. Y no es una cuestión de simpatía de género, es mi opinión honesta como lectora. ¿Me siento identificada con una generación? no sé responderte. Nunca lo he pensado realmente. No me interesan las posturas generacionales sino la tradición literaria.

 

A.C. ¿En qué medida influye en tu experiencia como escritora el vivir fuera de tu país y en el contexto de otra lengua? ¿Cuáles son las huellas de ese proceso en tu escritura?

L.M. Resido en Lisboa. Una ciudad que desde el primer día ha ejercido sobre mí una verdadera fascinación. Lisboa es luminosa, transparente y acuática. El escenario perfecto para escribir poesía. No sé cuánto tiempo durará esta experiencia, quizá en unos años vuelva a cambiar de país o me instale aquí para siempre. Lo único que tengo por seguro es que esta ciudad, este país, me ha transformado y esa transformación se refleja también en mi escritura. Mi poesía de los últimos años se refiere mucho a Colombia pero tal vez no habría podido escribirla en Colombia. Es una de las paradojas de la escritura.

 

 

COLOMBIA, OTRO PAÍS DE POETAS

 

En pocas ocasiones la reseña de un libro de poesía ocupa la página complete de un periódico de circulación nacional en Portugal. Esta es una de esas felices ocasiones.

 

Reseña publicada en IBSILON suplemento cultural del periódico PÚBLICO de Portugal el 1 de junio de 2012
reseña en PDF (Aquí se puede ver la página tal y como se publicó en la edición portuguesa)

UN PAÍS QUE SUEÑA (ciem años de poesía colombiana)

Prólogo y selección de Lauren Mendinueta

Traducción de Nuno Júdice

Editorial Assírio & Alvim, 2012

Por David Teles Pereira

 

En Portugal las antologías colectivas de poesía extranjera nunca lograron ser más que proyectos descontinuados y, casi siempre, individuales. Hasta hoy ninguna editorial manifestó la más mínima intención de construir de forma crítica y sistemática un conjunto de antologías de poesía de otros idiomas, trabajo, que de ser tomado en serio, daría a los lectores portugueses un mapa de iniciación sin paralelo en la historia de las publicaciones de nuestro país. Tal vez sea justo reconocer en las editoriales Assírio & Alvim y Relógio d’Água un papel menos tímido a este propósito que el de su competidoras, pero aún así sus publicaciones son demasiado puntuales como para que se pueda hablar con propiedad de un verdadero proyecto.

Sirva esto para decir que basta con la publicación de “Un país de sueña (cien años de poesía colombiana) para que Lauren Mendinueta y Nuno Júdice ganen un lugar destacado en la divulgación de poesía en lengua extranjera. Este es, a pesar de todo, el mérito que esta obra tendrá siempre, y en cualquier circunstancia, en nuestro panorama editorial, sintomático de una dependencia de la poesía, principalmente si tenemos en cuenta que estas antologías panorámicas, por su dimensión y por los costos, difícilmente podrán ser publicadas por pequeñas editoriales que, en otras vertientes de la poesía todavía impiden el olvido. Libros como este son indispensables en un universo editorial en el que la publicación y la divulgación de poesía extranjera son por lo demás insatisfactorias.

“Um país que sueña” es una antología de cien años de poesía colombiana, no los últimos cien años, sino de aquellos que transcurrieron desde el nacimiento de José Asunción Silva, uno de los primeros modernistas, en el sentido de Rubén Darío, quien además construyó un universo estilístico y referencial próximo del gran poeta nicaragüese: El paciente:/Doctor, un desaliento de la vida
/ que en lo íntimo de mí se arraiga y nace,/ 
el mal del siglo… el mismo mal de Werther,/ 
de Rolla, de Manfredo y de Leopardi./ (…) 
El médico:/Eso es cuestión de régimen: camine/ 
de mañanita; duerma largo, báñese;/ 
beba bien; coma bien; cuídese mucho,
/ ¡Lo que usted tiene es hambre!…(p.27). Para completar puede contarse que el día 24 de mayo de 1886 Asunción Silva le pidió a un amigo médico que dibujara una cruz en el corazón. Esa misma noche se suicidó con un tiro en el lugar señalado.

A propósito de este poeta varios de los textos de otros autores, que van poblando esta antología, manifiestan una curiosa intertextualidad con su obra, comenzando por el de Santiago Mutis (hijo de Álvaro Mutis, otro de los grandes poetas colombianos) que tiene por título el nombre del poeta de Bogotá y que refleja, de cierta manera, los procesos de diálogo y conflicto que las generaciones de poetas colombianos han mantenido con su primer modernista: “ A lo largo de cien años/ hemos luchado para que al fin te parezcas/  a nosotros—dueños de tus cenizas/ Tu integridad/nos irrita y avergüenza/ Tu dignidad/ ofende/ a quienes han preferido/ otros caminos.” (p. 330).

Conviene mencionar que los los cien años retratados en esta antología corresponden a un periódo particularmente turbulento de la historia de Colombia, marcado por una gran inestabilidad política y social y por episodios de gran violencia, una época oscura, como aparece descrito en el prólogo de esta obra. Al leer ese texto firmado por Lauren Mendinueta, el lector no puede dejar de sentirse cautivado por lo que propone, mostrar la poesía colombiana como »un espejo en el que se refleja (su) sociedad« (p.15), en esa extrañesa resultante del hecho de que la poesía es opuesta y, al mismo tiempo, fiel a  la realidad.

Digamos de una vez que esta tesis, que aparentemente tiene todo el sentido en el caso colombiano, es muy poco recomendable en la generalización que las palabras de la autora, a pesar de su llanura, dan a entender. Basta pensar unos segundos en neustra propia historia, también ella marcada por una serie de periódos oscuros, y que no por eso fueron poéticamente los más enriquecedores. Parece que la historia de la poesía nos permite concluir que su florecimiento o su agonía dependen mucho más de los poetas y poco de los acontecimientos. Lo que actualmente se escribe en Portugal es, en parte, prueba de lo que acabo de decir.

 

Esto no afecta, de ninguna manera, el mérito de este trabajo, al cual debe darse el mayor de los destaques. Después de leer el prólogo no es difícil intuir que la llegada las librerías de esta antología se debe, en casi toda su dimensión, al esfuerzo personal de Lauren Mendinueta. Pero también al excelente trabajo de Nuno Júdice, que tradujo cerca de 400 páginas de poemas de más de sesenta poetas.

Pero, incluso así, esto no es impedimento para llamar la atención hacia algunos aspectos menos logrados de esta antología. En el principio del prólogo la autora dice que “esta no es una antología crítica ni exhaustiva. De haber sido crítica reseñaría menos autores, de haber sido exhaustiva incluiría necesariamente muchos más” (p.14). Una antología crítica no se refiere propiamente a un criterio cuantitativo, pero sí a un trabajo de construcción y sistematización de una propuesta de lectura que tendrá, normalmente, un resultado menos inclusivo. No es por el número de poetas incluidos que esta antología no es crítica, sino por la falta de criterio en la selección, que se debe en parte al número de poetas escogidos, pero principalmente a los pocos poemas escogidos de cada poeta, a la falta de pistas de lectura sugeridas en el prólogo o a las cortas notas biográficas y a la incapacidad de, tanto estos elementos como la selección de los poemas, dar a entender a los lectores las singularidades, las propuestas y tensiones de la poesía colombiana entre 1865 y 1965.

Este sistema de presentación y de selección tienen el gran inconveniente de nivelar por lo bajo las antologías. Los pocos poemas que se eligen por cada autor (normalmente tres o cuatro) impiden que se destaque que hay grandes poetas nacidos en este periodo de la literatura colombiana. Merecían mayor destaque autores como Guillermo Valencia, León de Greiff, Álvaro Mutis o Gonzalo Arango, este último, incluso así, antologado con algunos de los más interesantes versos de este libro: Éramos dioses y nos volvieron esclavos./Éramos hijos del Sol y nos consolaron con medallas de lata./Éramos poetas y nos pusieron a recitar oraciones pordioseras.( p.165) En este mismo sentido, admitiendo que en cien años de poesía Colombia ha producido muchos más poetas merecedores de se antologados, no es por esto que la selección deja de se bastante inclusiva y que, en un último análisis, termina por conducir a una acumulación de poemas que, salvo la cronología, ni viene ni  va para ninguna parte. En otras palabras, al terminar la lectura de “Un país que sueña” uno queda conociendo a más de sesenta poetas colombianos, pero, infelizmente, poco conocerá de la poesía colombiana. Es de lamentar que sea así, principalmente porque queda por demostrar aquello que se escribió en el prólogo: Colombia es “un país en el que se escribe una gran literatura” (p. 17) o “es un país de poetas”. (p. 14)

Por otra parte, cuando Lauren Mendinueta destaca la relevancia que los periodos de convulsión y violencia de la historia colombiana tuvieron en las obras de gran parte de los poetas antologados, habría sido interesante que este libro procurase en parte mostrar eso mismo, lo que ocurre solo en algunas excepciones, como en los poemas escogidos de María Mercedes Carranza, una de las mejores secuencias de este libro: : Las ventanas muestran paisajes destruidos,/ carne y ceniza se confunden en las caras,/en las bocas las palabras se revuelven con miedo./ En esta casa todos estamos enterrados vivos.(p. 253) o “El asesino danza la Danza de la Muerte:
/ un paso adelante, una bala al corazón,
/

un paso atrás, una bala en el estómago.(…) /Todas las lenguas de la tierra maldicen al asesino. (p. 256)

Los reparos que se hicieron deben, incluso así, ser atenuados. Es de elogiar que alguien invierta semejante esfuerzo personal en la divulgación de poesía, ya que aunque fuera  tan sólo por eso, esta antología merece un enorme elogio. E, todavía más, porque en 400 páginas de poemas hay momentos que consiguen superar el tono general al que los problemas de trabajo formal acabaron por conducir: “La poesía es la única compañera/ acostúmbrate a sus cuchillos/ que es la única. (de Raúl Gómez Jattin, p. 245).

 

Presentación del libro “Del Tiempo, Un Paso”

PRESENTACIÓN DEL LIBRO

DEL TIEMPO, UN PASO

de la autora colombiana Lauren Mendinueta

Lunes 5 de dieciembre a las 6h30 p.m.

Lugar: Casa da América Latina

Av. 24 de Julio No 118-B

c.p. 1200-871 Lisboa

El libro será presentado por Begonya Pozo, Directora del Aula de Poesía de la Universitat de València y Coordinadora del Premio de Poesía César Simón, y por Vicent Berenguer, Editor de Denes & Edicions de la Guerra

Antología de poemas de amor 2

CAMPO DE BATALLA

.

Nace en las ingles un calor callado,

Como un rumor de espuma silencioso.

Su dura mimbre el tulipán precioso

Dobla sin agua, vivo y agotado.

.

Crece en la sangre un desasosegado

Urgente pensamiento belicoso.

La exhausta flor perdida en su reposo

Rompe su sueño en la raíz mojado.

.

Salta la tierra y de su entraña pierde

Savia, venero y alameda verde.

Palpita, cruje, azota, empuja, estalla.

.

La vida hiende vida en plena vida.

Y aunque la muerte gana la partida,

Todo es un campo alegre de batalla.

.

Rafael Alberti

.

.

.

MATERIA NUPCIAL

.

De pie como un cerezo sin cáscaras ni flores,

especial, encendido, con venas y saliva

y dedos y testículos,

miro una niña de papel y luna,

horizontal, temblando y respirando y blanca

y sus pezones como dos cifras separadas,

y la rosal reunión de sus piernas en donde

su sexo de pestañas oscuras parpadea.

.

Pálido, desbordante,

siento hundirse palabras en mi boca,

palabras como niños ahogados,

y rumbo y rumbo y dientes crecen naves,

y aguas y latitud como quemadas.

.

La pondré como una espada o un espejo,

y abriré hasta la muerte sus piernas temerosas,

y morderé sus orejas y sus venas,

y haré que retroceda con los ojos cerrados

en un espeso río de semen verde.

.

La inundaré de amapolas y relámpagos,

la envolveré en rodillas, en labios, en agujas,

la entraré con pulgadas de epidermis llorando

y presiones de crimen y pelos empapados.

.

La haré huir escapándose por uñas y suspiros,

hacia nunca, hacia nada,

trepándose a la lenta médula y al oxígeno,

agarrándose a recuerdos y razones

como una sola mano, como un dedo partido

agitando una uña de sal desamparada.

.

Debe correr durmiendo por caminos de piel

en un país de goma cenicienta y ceniza,

luchando con cuchillos, y sábanas, y hormigas,

y con ojos que caen en ella como muertos,

y con gotas de negra materia resbalando

como pescados ciegos o balas de agua gruesa.

.

Pablo Neruda

.

.


De pie como un cerezo sin cáscaras ni flores,

especial, encendido, con venas y saliva

y dedos y testículos,

miro una niña de papel y luna,

horizontal, temblando y respirando y blanca

y sus pezones como dos cifras separadas,

y la rosal reunión de sus piernas en donde

su sexo de pestañas oscuras parpadea.

.

Pálido, desbordante,

siento hundirse palabras en mi boca,

palabras como niños ahogados,

y rumbo y rumbo y dientes crecen naves,

y aguas y latitud como quemadas.

.

La pondré como una espada o un espejo,

y abriré hasta la muerte sus piernas temerosas,

y morderé sus orejas y sus venas,

y haré que retroceda con los ojos cerrados

en un espeso río de semen verde.

.

La inundaré de amapolas y relámpagos,

la envolveré en rodillas, en labios, en agujas,

la entraré con pulgadas de epidermis llorando

y presiones de crimen y pelos empapados.

.

La haré huir escapándose por uñas y suspiros,

hacia nunca, hacia nada,

trepándose a la lenta médula y al oxígeno,

agarrándose a recuerdos y razones

como una sola mano, como un dedo partido

agitando una uña de sal desamparada.

.

Debe correr durmiendo por caminos de piel

en un país de goma cenicienta y ceniza,

luchando con cuchillos, y sábanas, y hormigas,

y con ojos que caen en ella como muertos,

y con gotas de negra materia resbalando

como pescados ciegos o balas de agua gruesa.

.

Pablo Neruda

.

.

.

DOS CUERPOS

.

Dos cuerpos frente a frente

son a veces dos olas

y la noche es océano.

.

Dos cuerpos frente a frente

son a veces dos piedras

y la noche es desierto.

.

Dos cuerpos frente a frente

son a veces raíces

en la noche enlazadas.

.

Dos cuerpos frente a frente

son a veces navajas

y la noche es relámpago.

.

Dos cuerpos frente a frente

son dos astros que caen

en un cielo vacío.

.

Octavio Paz

.

.

.

SALMO

.

Cuando ya no tenga que pensarte

ni que soñarte mejor;

cuando ya no tenga que olvidarte

ni tenga que recordarte

porque estés en el aire que respiro;

cuando ya no tenga que buscarte

ni tenga que perderte

porque estés en mi soledad;

cuando te encuentre en tu sitio

como hoy encuentro mi cuerpo,

con sólo asomarme a mí mismo;

cuando seas en mi alma el más seguro,

más olvidado presente;

cuando nada tenga que decirte,

vida mía que tengo y que me tienes,

hermosa en el hermoso mundo

florecido jardín en tu jardín;

cuando por fin nos miremos

sin decir nada

en nuestros vivos ojos de libres vivos;

escucha entonces el mas dulce

de los nombres que te he dado:

el nombre ardiente y final

que te dirá mi silencio enamorado.

.

Tomás Segovia

.

.

.

XXX

.

Llevo un amor tan hermoso

como un mar dentro del pecho,

.

Llevo un amor como un mar

En el pecho prisionero

.

Llevo el mar de un gran amor

y no encuentro en qué ponerlo

.

¡Tanto cielo, tanto cielo,

y mi amor prisionero!

.

.

XXX

.

Como esta mano en tu pelo,

hundirme, hundirme…

.

Arrancar de mi carne el mundo

y en el fondo de mi sueño,

dormido lúcido,

quedarme irreal, único, absoluto,

como esta mano en tu pelo,

hundirme, hundirme.

.

Tomás Segovia

.

.

.

.

.

.

Te amo, mujer de mi gran viaje,

Como el mar ama al agua

Que lo hace existir

Y le da derecho a llamarse mar

Y a reflejar el cielo y la luna y las estrellas.

.

Vicente Huidobro

.

.

.

Me preguntas por qué de aquellas tardes

en que inventamos el amor no queda

un solo testimonio, un triste verso.

(Fue en otro mundo: allí la primavera

lo devoraba todo con su lumbre.)

Y la única respuesta es que no quiero

profanar el amor invulnerable

con oblicuas palabras, con ceniza

de aquella plenitud, de aquella lumbre.

.

José Emilio Pacheco

.

.

.

Abres los ojos. Silencias, es la noche

complicada de estrellas y conjuras mentales.

Cierras los ojos. Sonríes. Es el canto:

el día que transcurre por los labios indecisos.

Me matas. Es la vida.

Te mueres. Es un ala.

Cualquier palabra sirve para nombrar el prodigio.

.

En los magnéticos campos, vas y vienes sin moverte,

vienes y vas alternante, dando así a luz los misterios.

Abres los brazos. Me entrego.

Cierras el fruto. Lo muerdo.

Abres la música y vuelan entre palmas mis latidos

o te cierras, y son sierpes

en la aurora inacabable de la metamorfosis.

.

Abres. Cierras. Apretado

el fruto es comestible, y erótico, y violento,

y horrendamente arcaico. Y sagrado, por arcaico.

Cierras. Abres. Te declaro por alegrías, variando,

con voz pública y escándalo.

Sé que nadie nos perdona. Que desafío si canto.

Que la dicha es un pecado.

.

Vivir hacia delante mientras la vida crece,

no pensar que te acechan, hipnóticos, los iris

de los céntricos ojos de la muerte,

creer que por feliz, limpio, alígero, indemne,

transcurres inocente,

es ignorar que nunca se perdona al dichoso,

que amar es siempre dolo.

.

¡Cómo brillan en la mina los tesoros,

las aéreas tormentas

contenidas en un grano de ira y oro!

¡Cómo acaban

en cabezas de muerto los espigados gozos

y las fúlgidas sumas del maquinal insomnio!

¡Cómo somos uno y otro, sin razón corazonados!

.

No se debe (tiemblas, abres),

no se puede (cierras, dueles),

no se quiere luchar, sólo se quiere

conservar ese cuerpo felizmente evidente,

esos ojos, esos labios, esos brazos

secretamente envolventes,

sintiendo mansamente que ahí acaba la muerte.

.

Puestos los guantes de llamas

se tocan limpiamente los turbios sentimientos.

Puesta en sí la mirada,

se ve sólo el amor, la vida clara.

Otros ojos reales, un orden de distancias.

Y no se pide más.

Se piden simplemente las materiales magias.

.

Nada más (¿será mucho?),

nada menos que vivir lo total en el momento

como todos podemos vivir, como besamos,

como amamos y erramos luminosos,

como yo, por ti, contigo, puedo y hago,

pese al mundo que nos burla y nos desgarra,

pese a todos los que llaman cinismo a mi inocencia.

.

Abres los ojos. Te miro sin acabar de encontrarte.

Cierras los ojos. Te envuelvo, muriéndome por dentro.

Pones la noche. Te pienso.

Pones el día. Te espero.

Y en esta vida me cumplo, madurando con lo triste.

Y aunque todo parece mentira, yo te creo.

Sé que el amor existe.

.

Gabriel Celaya

.

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Abrazado a tu tierra,

cuerpo en flor,

a tus praderas para galoparlas

junio entraría en nosotros como la luz entre estos pinos.

Entraría radiante, viniendo yo no sé

de dónde, pero cierto como un brazo de aurora.

Y ya no habría hora triste ni momento malo.

.

En nuestros brazos tiene el tiempo

su dimensión más ancha, y para dar consuelo

y no sentirnos solos, bastaría

con la certeza de tu cuerpo aquí,

como una flor que empuja o, más bien, como

aquel temblor de los cañaverales.

.

Y desde qué tristeza hemos venido,

desde qué infancia que nos han quitado.

.

Si bajo nuestra tierra está la tierra extensa,

la que pisaron otros hombres

con paso fiel o con melancolía,

yo quisiera decirte, preguntarte,

como a mí mismo me pregunto,

si en esta tierra no ha quedado algo nuestro,

un pasado de niños tristes bajo la lluvia,

algo, en fin, donde tú y yo vivimos,

donde hemos existido tú y yo ajenos, distantes,

echados al olvido duramente,

antes que en nuestro pecho a un tiempo entraran

este junio radiante, esta otra vida.

.

Carlos Sahagún

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Sella tú con tus labios estos míos.

Pon tu mano en mi mano.

O deja que acaricie tu cabello,

tus mejillas, tu frente,

mientras hundo mis ojos en tus ojos,

en la insondable luz de tu mirada.

Deja que, así, te exprese,

cuando huyen las palabras

-ay, expresión del tacto,

única voz precisa-,

deja que, así, te exprese mi ternura.

.

Vicente Gaos

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¡Qué profundo es mi sueño!

¡Qué profundo y qué claro,

qué transparente es, ahora, el universo!

Si pensando en ti siempre,

si soñando contigo me desvelo,

y te miro por dentro, con mis ojos,

si te miro por dentro…

veo la oscura entraña de la vida,

tu sorda luz de fuego,

y ya no sé si a ti te estoy mirando,

o si contemplo el cielo:

el último trasfondo del poniente,

sin nubes y sin velos,

más arriba de todas las estrellas,

donde está Dios, despierto.

O el inicial trasfondo de la noche

donde estás tú, durmiendo.

.

Y yo sobre la tierra, oscurecido

por tanta luz, yo, ciego,

soñando en Dios, soñando en ti, soñando

lo mucho que te quiero.

.

Vicente Gaos

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Ya estoy de vuelta, amor, viniendo estoy,

llegando más a ti a cada rodada,

no vuelvo a lo dejado la mirada,

siempre adelante remirando voy.

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Hombre que sueña y que se acerca soy,

hombre que viene por la madrugada,

que anhela y goza y tiembla la llegada

muerto de ayer y redivivo de hoy.

.

No sé si de mis huertos, de mis rosas,

si vengo de mi campo con espinas,

si del mundo, no sé, si de mis cosas…

.

Sé que soy hombre que se acerca al beso,

hombre que sueña pueblo con esquinas,

hombre que sueña que se acerca… Eso.

.

Antonio Murciano

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Lauren Mendinueta hoy en El Palacio de los patos (Granada)

Hoy jueves 17 de noviembre 2011  a las 20:30 en El Palacio de los Patos de Granada, leeré mis poemas en el marco de uno los ciclos de poesía más prestigiosos de España.

Para más información visiten la siguiente página:

http://www.hospes-poesiaenelpalacio.com/proximas_lecturas.shtml

POESÍA EN GRANADA

Durante estos últimos cinco años han recitado el Palacio de los Patos poetas de la talla de Ana Rossetti, Luis Antonio de Villena, Chantal Maillard, M.ª Victoria Atencia, Joan Margarit, Carlos Marzal o Luis García Montero entre otros. Este ciclo no solo destaca por sus lecturas de grandes pesos pesados de la poesía, sino que además cuida considerablemente a su público. Un público apasionado y fiel.

Un ciclo ecléctico, en el mejor lugar: un palacete de 1890 recientemente restaurado, y con Javier Bozalongo a la cabeza, poeta tarraconense que gestiona también los eventos del FIP (Festival Internacional de Poesía).

Fecha: Jueves 17 de noviembre a las 20:30

Lugar: Hotel Palacio de los Patos, C/ Recogidas (Granada).

Invitada: Lauren Mendinueta, poeta colombiana actualmente residente en Lisboa.

Lauren Mendinueta lee en Granada

Lauren Mendinueta El próximo jueves 17 de noviembre leeré mis poemas en Granada, en el marco de uno los ciclos de poesía más prestigiosos de España.

http://www.hospes-poesiaenelpalacio.com/proximas_lecturas.shtml

POESÍA EN GRANADA

La tradición poética de una ciudad como Granada está fuera de toda duda, por lo que no es necesario justificar la existencia de un ciclo estable de poesía por el que pasarán algunos de los autores más importantes de la lírica española e hispanoamericana actual. HOSPES PALACIO DE LOS PATOS ofrece un ciclo continuado en el que algunos de los poemas más importantes de los últimos años podrán escucharse en la voz de sus autores.

Durante estos cinco años han recitado poetas de la talla de Ana Rossetti, Luis Antonio de Villena, Chantal Maillard, M.ª Victoria Atencia, Joan Margarit, Carlos Marzal o Luis García Montero entre otros. Este ciclo no solo destaca por sus lecturas de grandes pesos pesados de la poesía, sino que además cuida considerablemente a su público. Un público apasionado y fiel.

Un ciclo ecléctico, en el mejor lugar: un palacete de 1890 recientemente restaurado, y con Javier Bozalongo a la cabeza, poeta tarraconense que gestiona también los eventos del FIP (Festival Internacional de Poesía).

El próximo jueves 17 de noviembre a las 20:30 leerá Lauren Mendinueta, poeta colombiana que vive actualmente en Lisboa.

Hotel Palacio de los Patos, C/ Recogidas (Granada).